PANE MECÂNICA: em lancha de passageiros assusta usuários e atrasa travessia no Litoral Sul do RS
7/1/20262 min read


Uma pane mecânica na lancha Armandina, que realiza a travessia hidroviária entre as cidades de Rio Grande e São José do Norte, assustou passageiros e gerou atrasos no serviço na manhã desta terça-feira (1º de julho de 2026). O incidente ocorreu apenas um dia após a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do RS (Agergs) aprovar o reajuste na tarifa do transporte local.
Problema no motor e atrasos
A embarcação operada pela empresa Transnorte transportava 69 passageiros quando um de seus motores apresentou falhas. De acordo com a concessionária responsável, a lancha precisou ser substituída emergencialmente. O problema afetou diretamente o horário das 10h, fazendo com que a viagem de retorno partisse de Rio Grande apenas às 11h. Apesar do susto e do contratempo, os passageiros desembarcaram em segurança e os demais horários do dia seguiram operando normalmente.
Histórico recente de incidentes na travessia
O episódio reacendeu o debate sobre as condições de segurança da frota que atende a região. Há pouco mais de um mês, no dia 25 de maio de 2026, outra lancha da mesma empresa — a Brisa El Shaday — sofreu uma parada de emergência e precisou ser evacuada às pressas.
Na ocasião:
· Cerca de 200 passageiros estavam a bordo.
· Houve interrupção do motor esquerdo e entrada de água na casa de máquinas.
· Vídeos gravados por usuários circularam nas redes sociais mostrando a embarcação visivelmente desnivelada na água.
· A Capitania dos Portos (Marinha do Brasil) chegou a abrir um inquérito para apurar as causas daquela pane.
Coincidência com reajuste de tarifas gera críticas
A pane desta terça-feira gerou forte repercussão na comunidade local. A falha mecânica aconteceu em menos de 24 horas após a homologação do novo preço da passagem, que subiu de R$ 6,50 para R$ 6,75. Usuários utilizaram canais digitais para cobrar maior fiscalização das autoridades marítimas quanto à manutenção preventiva dos catamarãs e das lanchas que realizam o trajeto diário no canal.
A Transnorte reforçou em suas comunicações que adota protocolos rígidos de segurança e que as paradas ou substituições parciais ocorrem justamente para mitigar riscos maiores aos usuários do transporte hidroviário.
