CÃO BRANQUINHO: Morte do cão comunitário choca Cidreira e gera investigação policial
6/15/20262 min read


A morte a tiros do cão comunitário conhecido como Branquinho (também chamado por alguns moradores de Alemão) gerou forte indignação na comunidade de Cidreira, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O crime ocorreu em plena luz do dia na última sexta-feira, 12 de junho de 2026, no bairro Parque dos Pinos. O caso envolve a suspeita contra um parlamentar local e já mobiliza ativistas da causa animal.
O Crime e a Mobilização Policial
Segundo os relatos de moradores locais à Brigada Militar, disparos de arma de fogo foram ouvidos na Rua Podalírio. O cão, um labrador de pelagem clara que vivia na região e recebia cuidados comunitários, foi atingido na barriga e nas pernas.
· Moradores tentaram prestar socorro emergencial ao animal.
· Branquinho não resistiu aos ferimentos e morreu em via pública.
· A Brigada Militar apreendeu no local uma pistola, dois carregadores e dez munições intactas pertencentes a um homem de 43 anos.
Investigação e Suspeita contra Vereador
O episódio colocou o vereador Everton Oliveira da Costa (PL), conhecido publicamente como Everton Coisa Boa, no centro das investigações da Polícia Civil. O crime aconteceu exatamente em frente ao estabelecimento comercial de propriedade do parlamentar.
O delegado responsável pelo caso, Marco Swirski, confirmou que o caso é tratado formalmente como crime de maus-tratos contra animal doméstico com resultado de morte. Testemunhas e o próprio político já começaram a ser ouvidos pelas autoridades policiais. Até o momento, a polícia informou que nenhuma testemunha apontou com certeza absoluta a autoria dos disparos no momento do registro.
O Outro Lado: O que diz o parlamentar?
Em entrevista ao jornal Zero Hora (GZH), o vereador Everton Coisa Boa negou veementemente a autoria do crime, alegando estar dentro de seu estabelecimento no momento dos disparos.
· Defesa: O vereador entregou voluntariamente sua arma, que possui registro legal, para perícia técnica.
· Versão: Ele sugeriu que o disparo teria sido feito por outra pessoa devido a ataques de cães na região, classificando a acusação contra ele como motivação política.
Repercussão e Pedidos de Justiça
O caso provocou notas de repúdio oficiais e intensificou a busca por justiça por parte de ONGs. A ONG Pega Bicho estará realizando um ato nesta segunda-feira, 15 de junho, às 19h, na Câmara dos Vereadores com o objetivo de cobrar apuração pela morte do cão e solicita que quem tiver imagens ou qualquer registro encaminhe à Polícia Civil.
A polícia prossegue com as investigações, analisando depoimentos e imagens de câmeras de segurança para esclarecer o ocorrido.
